Robert Takata
Há embaixadores que se apresentam pelo cargo. Robert Takata começa pela casa. Foi ali, entre a família e um charuto, que a The Diplomatic o encontrou para a capa de estreia, não o representante de um Estado, mas a pessoa que carrega esse Estado consigo, todos os dias, longe de onde nasceu.
A trajetória do embaixador atravessa mais de um continente. Entre as passagens que a antecedem, uma condecoração japonesa marca o reconhecimento de um trabalho diplomático que raramente se conta em voz alta.
Em Brasília, a missão tem um contorno preciso: aproximar duas economias que mal se conhecem. Brasil e República Dominicana comerciam pouco, e há um mundo de possibilidades entre o que os dois países já são um para o outro e o que poderiam ser. Parte desse trabalho passa por símbolos, e poucos são tão dominicanos quanto o charuto.
Cerca de 70% dos charutos premium consumidos no mundo saem da República Dominicana, vendidos a mais de 120 países. O Brasil ainda compra pouco. Para o embaixador, apresentar esse produto é apresentar um país inteiro: a terra, o clima, a mão de obra e a tradição que fazem de um objeto pequeno um cartão de visitas nacional.
Foi de uma conversa, informal, entre quem convive com o corpo diplomático há décadas, que nasceu o convite para a edição de estreia. A The Diplomatic escolheu abrir a coleção pela República Dominicana não por protocolo, mas porque a história de Takata resume o que a revista quer contar: a vida humana por trás da representação.


